Segredos

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Espreitadelas no buraco da fechadura

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Confusões

E faz confusão.

Um decote acentuado sem margem de soutien remete o pensamento para os mamilos saídos mas onde o suor denuncia um corpo quente; faz confusão.

Uma saia que contorna a nádega, se vê a bimba branca, onde se deseja a cor do fio dental ou a ausência do mesmo que é o ideal; faz confusão!

Uns lábios grossos molhados da passagem da própria língua fazem confusão!, pensar em beijar aquela boca, ser tocada naquele corpo que é, segundo a anatomia, igual ao meu; faz confusão!

Um cabelo longo, solto, ou uma madeixa inquieta desperta a atenção; faz confusão!

Um piercing na língua desperta a curiosidade, mas é impensável confessar a pele de galinha, da mistura de saliva a monte e uma boa luta de línguas e um roçar lento do metal ou até mesmo do plástico no corpo todo, um minete feito com aquilo deve ser qualquer coisa de… cortar a respiração pelo menos!! Faz confusão!

Duas mulheres que se provocam num bar; faz confusão!

Aceitar a homosexualidade faz confusão!

Um casal que não tem pudores na experiência; faz confusão!

Falar de sexo faz confusão!

***

Já intimidade se fala de qualquer maneira e em qualquer lado!




Confunde-se intimidade com sexo… isto faz-me confusão!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Frio ou Quente?

«Será frio ou quente?»
Quanto mais penso no assunto mais vontade tenho de saber; mais ainda são as idéias que me assaltam a mente a meio do dia, antes de deitar...

De cabelo, dois dedos abaixo dos ombros, castanho e liso; os olhos são levemente amendoados e desenha-se uma linha rosácea, fina e delicada logo abaixo de um nariz atrevidamente arrebitado. A pele clara, macia; os seios, dois belos figos, bamboleiam-se enquanto a menina dança no bar com a sua coca-cola num ar divertido e em jeito de atrevimento. 

De espírito livre, conversa fiada e riso fácil são muitos os pontos cardeais que baralham a bússola. Mas qual bússola?!

Distraio-me entre o mel daqueles figos e o metal que atravessa a língua mostrando o ar da sua graça quando a menina ri ou quando brinca descaradamente com ele. Não sei o que mais me enlouquece, se um linguado bem dado ou um minete bem feito. 

E dou comigo a leste em pensamentos e fantasias: deve ser qualquer coisa de excepcional! aquele frio do metal na temperatura quente que vai aumentado... Fascina-me de tal modo que dou comigo em pele de galinha... 
imagem retirada daqui

Ele ri-se; sabe o que significa o meu olhar, a secura na minha boca, a abertura dos meus lábios, a linguagem do meu corpo.

Quero ver no meu corpo um rasto de saliva daquela língua que tem um piercing metálico e sentir a humidade quente que sai levemente daqueles lábios, e lançar-me naquele corpo arrojado que se entrega nas notas musicais do Dj.

Está calor no bar e o meu corpo está suado, as minhas mamas e as minhas coxas assim molhadas ainda me atiçam mais o desejo, a tesão e eu não posso fazer o que me apetece...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

B52 - -O fim

Estivemos juntos uma segunda e uma terceira vez. E nem por isso foi pior. Ou melhor.
Hoje, o que mais recordo, ainda é aquele olhar azul e frio dela, e o pescoço fino e branquela, e os lábios de tom cerejas-maduras e grossos, e o cabelo escurtanhado por ela, e… o baque que eu levei.

O fim do verão trouxe consigo outro fim entre o anoitecer com o sol a cair no horizonte e um céu estrelado de uma noite fria como as noites são por aqui, deixámos de nos ver. 

Já chegámos.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

B52 - Contradições

Foi bom.  Não posso negá-lo; não poderei nunca negar que ainda hoje me faz parar no tempo quando a lembrança do olhar frio dela me assalta; não poderei nunca negar que ainda hoje fico com pele de galinha quando me lembro daquele pescoço fino, aqueles lábios grossos pintados num tom forte. Não posso…

Depois… não gostei de os ver juntos. Não gostei de ver as mãos dela a bater-lhe uma nem as dele nas mamas dela embora não lhe enchessem as mãos nem a vê-los brincar com a língua um do outro nem sequer da hipótese que ela lhe tivesse sequer a dar algum tipo de prazer nesse campo. Essa remota ideia ou lógica possibilidade secou-me de uma forma tal qual aquela fruta delicada em cima do chantillyn de um bolo cremoso com mais ar de cereja do que o seu sabor virado a ginja selvagem.

A manhã rompia pelas persianas de palha e eu interrompi a nossa aventura no sofá branco. Não houve stresses, curiosamente, dele nunca os esperei, talvez dela. 

Ela afastou-se um perímetro aceitável e ele quis acalmar-me e dedicou-me toda a sua atenção, todo o seu corpo, todo o seu desejo. Gelei. Não me lembro de alguma vez ter sentido tanto frio. Perdi toda a lubrificação que tinha e desde que estava com ele nunca tal coisa sucedera; as coisas com ele fluem, nunca me senti obrigada a nada nem mecanizada. Gosto sempre quando me diz que todas as vezes que nos damos um ao outro, todas essas vezes, são todas elas diferentes.

Deixámo-la dormir connosco, na nossa cama, tomaria o pequeno-almoço connosco, tomaria um banho e levá-la-íamos a casa.
Não preguei olho. Eram umas seis da manhã. Ficámos cada uma a uma ponta da cama com ele no meio. Passei pelas brasas e esperei até clarear o dia para me levantar. Abraçou-me como me abraça sempre e dormiu assim.

Mas naquele momento eu só queria estar sozinha e em qualquer lado menos ali.


Fizemos amor na sala. Não a quis acordar embora eu achasse que estava acordada e fui tomar um banho, preparei-nos o pequeno-almoço e saímos os três para beber um café e deixá-la em casa.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

B52 - O Minete e o Cunnilingus

Ele saiu. 
Ficámos as duas.
Deixei-me cair no sofá e ela em mim.

Os lábios dela são qualquer coisa muito guloso… 
Ainda hoje quando recordo aquela pele branquela aclareando o meu bronzeado temporário, os corpos quentes na frescura da napa branca do sofá; a suavidade das duas peles femininas; as mesmas curvas escorregadias; os volumes que se disputam; as mechas de cabelo caídas; duas mamas que se amassam, duas bocas entreabertas de desejo e inebriadas pela aventura, pelo desconhecido...

O arfar…

A menina afoita não se demorou em beijos nem em apalpões e eu também não queria nada disso… a menina desceu e eu pedi que descesse ainda mais um dedinho de conversa. Ah!... língua! Huuummm… e o gemido saiu sem querer, as pernas fraquejaram e ela continuou como se nada fosse. Mostrei-lhe o caminho insinuando  o meu monte de vénus. 
Cruzámos os olhares uma da outra.

Ainda hoje aquela noite (ou aquela mulher?!) me causa o mesmo arrepio que naquela madrugada já longa…

Ironias, ironias…

Não era o toque dele mas era bom.
Mas senti falta da língua abusada dele. Dos dedos dele - mais grossos, mais sábios, conhecedores e exploradores afincos do meu corpo; da sua saliva; do seu sabor. Aliás, estranhei muito o sabor dela porque era mais agridoce que o dele, tinha um travo qualquer a que não sei se me viria a habituar. 
O Poeta costuma ter razão num mundo sem nexo mas até podia ser o caso de «Primeiro estranha-se, depois entranha-se». Bem… se fosse para ser talvez não tivesse que ser realmente. 

Vou atrever-me, também aqui, que ele sim!, ele faz-me um cunnilingus maravilhoso, não desdenhando de todo, do minete dela para mim…  mas… aquela língua dele dá comigo em doida! Plana, molhada, demorada… côncava, seca, viva no ponto certo, na hora certa – são orgasmos violentos, intensos!


Ele voltou. Estancou à porta, confessou dias depois, que quase não se conteve em apreciar-me na minha entrega. 
Confessei-lhe que não estava totalmente ali.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

B52 - O Broche e o Fellatio

Era muito aliciante fazer-lhe um fellatio – a palavra é mesmo bonita!

Há diferenças, na prática, há diferenças entre fellatio e broche. São iguais em teoria. Mas na prática são diferentes.


Ela chupava-o com alguma velocidade, lambia-o com certo interesse. Parecia uma gatinha a beber o seu leite inocentemente. Era um broche, para todos os efeitos.
Eu gosto de fazê-lo sentir cada segundo desde o primeiro toque dos meus lábios na glande até obrigá-lo a sentir o calor todo da minha boca. Perco-me em lambidelas demoradas, mordidas inesperadas, fricções alternadas da minha mão no seu pénis que se vai encorpando e ruborescendo.

Bem, fosse como fosse, era muito aliciante fazer-lhe um broche com uma segunda língua que tocava na minha em simultâneo entre ou outra troca de olhares a três; desviei-lhe uma mecha de cabelo que lhe caía da orelha enquanto ele passeava a mão pelas suas costas até descer delicadamente até ao ânus. 
Desviei a minha atenção dela e dediquei-lhe toda a minha essência, todas as minhas energias como se não houvesse amanhã.
É desafiador sentir-lhe a ânsia que o arrepia, a tesão que o obriga a gemer…


Houve muitos beijos, muitas carícias entre os três; tivemos sempre presente o cuidado de não a pôr de parte.

Quase te vinhas...


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

B-52 - continuação

Molhei os lábios porque o meu coração disparou.

O cabelo escuro e curto, mostrava-lhe o pescoço fino e branquela, assumia-se gótica e cortava-o ela mesma em casa, contou-nos. E aquele corte desalinhado até certo ponto dava-lhe um q.b de exotismo.
Não era maior que eu embora fosse um pouco mais magra.
O peito dela deixou-me a desejar mais qualquer coisa... A menina insinuava uns seios simpáticos de tamanho 36 com copa B mas na verdade tinha duas maminhas singelas embora pouco amadas – talvez fosse mais um tamanho 32 copa B.


Bebi quase de uma golada só a ginja e antes que pudesse recuperar o fôlego ela beijou-me de imediato.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

B52 - E a Ginja

Nesse sábado valeu-me ser um serviço de buffet; permitia debater-me com aquela novidade debaixo do meu profissionalismo entre talheres e guardanapos.
Nunca avaliei a experiência de um mènage ainda menos com a pessoa que amo. 

"Bebemos um shot hoje? B52. Dias não são dias e hoje é um dia diferente".

Naquela noite nem as estrelas estavam nos sítios do costume. 04h30 da manha estávamos a  encerrar o bar. O DJ já desligava os cabos quando o convite surgiu para ir lá a casa saborear a bela da ginja. Não julguei  a seriedade do convite quanto mais que fosse aceite.
A lua, quarto minguante, tinha o céu por sua conta e beijava-lhe os pés um qualquer planeta que entre Mercúrio e Vénus gosto de optar pela bela deusa greco-romana.

***

Disfarcei ao máximo o pânico que me assaltava o peito apesar do linguado que trocámos no bar que ele teve de interromper; fui apanhada a laço ou assim me sentia. A miúda não tinha mais de dezanove anos e estava sentada no meu sofá de napa, branco, com o cálice de ginja na mão. Não me lembro do que tinha vestido mas era preto.
Olhei para ambos, sorri e peguei no único copo em cima da mesinha de centro. Adoro aquela mesa! Tem um misto de tom wengue que a separa... ou... a une à cor cerejeira - daí em diante o tom sangue da ginja dos beijos no cristal dos copos denunciaria muito mais que gula. Sentei-me na ponta  do sofá oposta à deles. Ele levantou-se. Foi fumar.

O fumo saía-lhe dos lábios tão vagarosamente que só o linguado dela me resgatou para a realidade. Não dava para lhe resistir e os olhos… ah!... aqueles olhos dela…

terça-feira, 19 de novembro de 2013

B52 - O Começo


Tudo começou numa saída à noite, apenas os dois, a um bar de ambiente um pouco… inóspito, digamos. Começámos a noite com um brinde a nós – como é corriqueiro nas nossas saídas a dois – com um shot, B52. É uma mistura deliciosa de baileys com tijuana e o absinto é o causador da chama que as envolve, que nos envolve. Deixa um sabor suave na boca, os lábios mais gulosos, a alma quente e o corpo solto.
Ouve-se de tudo um pouco e ao fim de uns copos qualquer ruído é óptimo para conquistar a pista e deixar que as vibrações nos (des)controlem; penso que deve ser a sensação mais parecida à de um Universo Paralelo.
Entre o som aleatório das músicas e a alternância das luzes Aqueles olhos azuis enormes sombreados a negros e destacados do eyeliner; O pescoço branco descoberto pelo corte do cabelo mais curto atrás que à frente; A boca de lábios grossos delineados a marrom e pintados num baton cor uva ou sei lá assolou-me. “Vamos!".

 Procurei o meu Don Juan com o olhar. Estava encostado à parede, sorriu-me. Não sei se se deliciava com aquela situação inesperada se tentava acalmar-me. Esquivei-me assim que pude para a minha área de conforto – aquele metro quadrado junto daquele corpo que eu conheço tão bem…

***

“Ontem à noite perguntaram por ti.”

Esbocei um sorriso quase inevitável e como se estivesse longe de saber quem teria sido... perguntei num tom ingenuamente falso:

 “Quem?!”

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

B52 - Introdução

Desta não podíamos escapar. Ele fazia anos, há muito tempo que já não estávamos com eles e nós gostamos de estar com eles. Apesar das investidas dele em prole dela a verdade é que não acontece mas é giro. O atrevimento, o arrepio, a sedução. Eu sempre gostei de um bom jogo de sedução. Quase sempre é sinónimo de tesão.
Saímos de casa por volta das dezanove horas a caminho da capital que nem turistas. Eu gosto de ir olhando o céu, as estrelas… perder-me em anos-luz de pensamentos o pensamento que vou distraindo com a paisagem circundante.
"Tudo bem?" Tudo bem sim, por enquanto. É tanta coisa ao mesmo tempo… a caminho lembrei-me da Sara, da aventura do verão passado e abri o jogo abafando o som do motor do seat.

Não quis escrever naquela altura e hoje é uma desvantagem. Não sei se conseguirei transmitir o turbilhão de emoções naquelas duas semanas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

terça-feira, 8 de novembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

acordes

ao fundo da sala, ainda com as luzes a meio gás, surge na penumbra m som violante... do pescoço descoberto do cabelo aparado, a barba terminada num leve risco de pêra para o charme, para o mistério, para o encanto... fechas os olhos e deslizas a mão direita nas curvas lixadas banhadas a verniz, o verniz que estala quando os teus lábios se encostam ao meu corpo... tão suavemente quanto o toque dessa viola que se encosta no teu colo...
timidez ou sedução - como me baralhas! - palheta em ambos, ambos me intrigam. giras as tarrachas e sinto os teus dedos a apertar com doçura e atrevimento os meus mamilos, sinto-os rijos, atarracho-me na cadeira. tocas um dó! oh tem dó de mim! trastes, casas, tampo, mosaico... vejo-me estendida no mosaico lá de casa à mercê dos teus dedos tão ágeis no meu clitóris encarniçado quanto na boca dessa viola onde tocas apaixonado... acendes o rastilho da viola, o da viola e o meu!...  tudo pronto para outro espectáculo escolhe a postura; eu escolho o ritmo!