Segredos

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Espreitadelas no buraco da fechadura

terça-feira, 8 de novembro de 2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

acordes

ao fundo da sala, ainda com as luzes a meio gás, surge na penumbra m som violante... do pescoço descoberto do cabelo aparado, a barba terminada num leve risco de pêra para o charme, para o mistério, para o encanto... fechas os olhos e deslizas a mão direita nas curvas lixadas banhadas a verniz, o verniz que estala quando os teus lábios se encostam ao meu corpo... tão suavemente quanto o toque dessa viola que se encosta no teu colo...
timidez ou sedução - como me baralhas! - palheta em ambos, ambos me intrigam. giras as tarrachas e sinto os teus dedos a apertar com doçura e atrevimento os meus mamilos, sinto-os rijos, atarracho-me na cadeira. tocas um dó! oh tem dó de mim! trastes, casas, tampo, mosaico... vejo-me estendida no mosaico lá de casa à mercê dos teus dedos tão ágeis no meu clitóris encarniçado quanto na boca dessa viola onde tocas apaixonado... acendes o rastilho da viola, o da viola e o meu!...  tudo pronto para outro espectáculo escolhe a postura; eu escolho o ritmo!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ra-tim-bum

dói-me a cabeça...
respira fundo.
...
respira!...

levantei-me e dei meia volta, encostei-me às suas costas. pousei as minhas mãos nos seus ombros e, de facto, tensão era coisa que não faltava naquele corpo que me consumia de um tesão absolutamente fora do comum.
deslizei o meu nariz no pescoço arrepiado da respiração e pressionei-lhe os músculos dos ombros, subi aquela mecha de cabelo recente e nos meus movimentos circulares te foste embalando... e, confesso, entreguei-me naquele balanço também explorando cada poro da tua pele, do teu pescoço, da tua pele...
pensei em beijar-te ao de leve mas decidi que havia de ser profissional e continuei aquilo que entendia ser uma massagem instantânea.
a dada altura afastei-me dessa zona já trabalhada e explorei o teu peito onde se viam mínimas saliências do relaxamento... sorri. não comentei. mas cedi aos meus caprichos e beijei-te demoradamente essa nuca tão próxima de mim claro que o meu corpo não protestou. tocaste-me onde as tuas mãos puderam alcançar. sabia que ias corresponder.
sem tirar as mãos de cima dei outra meia volta como se fosse um tango, um molto bello passo doble. no ritmo estonteante, no ambiente caliente que se instalou naquele sala... fomos um par dançante brilhante... num enlace de roupa ainda por despir foi um rufar de tambores até ao remate final!

como te sentes?
bem melhor!
sorrimos os dois.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

rapidinha 13

"A DÚVIDA QUE NÃO QUER CALAR:


Se sexo é o melhor remédio, a masturbação será o quê? um genérico?!"



 vitor guerra

sexta-feira, 29 de julho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DIA EUROPEU SEM CUECAS



«A  Comissão Europeia tenta sensibilizar os homens ao dizer que "o uso de cuecas faz com que os órgãos genitais masculinos fiquem demasiado quentes por estarem colados ao corpo, o que prejudica fortemente a fertilidade."»

sexta-feira, 27 de maio de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

rapidinha 09

chupa...

... que é doce!

quartos de pensões

dez horas da noite, a malta está cansada do dia de trabalho, da viagem, o jantar aqueceu o estômago agora o corpo pede cama.
três homens no quarto, conversas do arco da velha, um silêncio breve denúncia as brincadeiras do quarto em frente. um quarto-de-hora, meia-hora e a animação continuava com promessas de duração longa...
levantei-me, abri a porta do quarto e resolvi bater à porta da frente...:
a porta abriu-se aos três toques fortes e um homem veio logo desfeito em desculpas, escondendo as matulonas ao rebolho nos lençóis em confusão lá atrás.
"- Oh companheiro! oh você convida a malta a participar ou então têm que fazer menos barulho que às seis da manhã estamos todos em pé para trabalhar!..."

a sós

molhei os lábios porque o meu coração disparou... senti desejo de a beijar naquele momento quando a tive tão junto a mim... ali... e só as duas...
os cabelos escuros dela roçavam-se no pescoço de tom nívea, que se adivi
nha tão suave quanto a promessa do creme, serampintado, o tom nívea do pescoço, daquela mulher que me causa arrepios nem sei bem de quê se de desejo se de despejo de mim mesma, um sentimento de alma descabido, inseguro, sem jeito.


... ao fundo as cordas da viola e uma voz de trovador interrompeu-me o pensamento. o meu cabelo descaíu-me da bandolete e escondeu-me os desvarios que pudessem ser denunciados pelo meu olhar; guardei as fantasias para mim. viemos à rua... a noite já se adivinhava longa e embora não quisesse tinha de me vir embora...

rapidinha 11

"Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras..."




 pablo neruda


quinta-feira, 14 de abril de 2011

que dia!

o dia foi longo, merecedor de um mimo prolongado...
cheguei a casa, pus a água a correr e o vapor a percorrer os cantos do tecto. desabotoei a saia, despi a t-shirt, livrei-me dos elásticos maçadores da roupa interior e entrei. quente... bem quente! puxei o elástico do cabelo e pus-me a jeito de sentir o chuveiro beijar-me a pele das costas. e senti, literalmente, uma boca a beijar-me a pele. assustei-me. mas o teu peito sossegou-me o coração e as tuas mãos, tão caridosas, apalparam-me demoradamente as mamas... senti o corpo relaxar... a água quente, a tua boca no meu corpo, as tuas mãos a desvendar, deixa-me levar... rocei a minha anca no teu falo delicioso... estava exausta... tinha saudades tuas...
misturavam-se os odores naquela casa-de-banho... o vapor no ar quente que se respirava, o cheirinho do gel duche, o teu corpo junto do meu olfacto que me deixa desnorteada... sabes que não te resisto.. conheces-me tão bem...
estranhamente esqueces as economias e a água não pára de correr sempre quente. o meu coração palpita fortemente como o batuqe de um tambor e a minha respiração meia interrompida... adoro essa boca a querer mimar-me o biquinho da mama enquanto estou de joelhos a fazer-te um bico demorado e delicado... gosto de te mamar como calma... tomar-te o sabor, sentir-te cada vez mais teso. puxas-me para cima... queres mimar-me e eu não digo que não... nas minhas costas há uma mão que desliza na espuma do gel duche arranja cantinho no rego do meu cuzinho. traças-me um sorriso no rosto encarniçado... a tua boca insistentemente sempre nos bicos das minhas mamas, a outra mão sempre inquieta e o meu corpo responde com os primeiros impulsos eléctr
icos... aproxima-se belos orgasmos... ou pelo menos um bem demorado... continuas nas tuas desertificações e eu bato-te uma punheta sem um ritmo certo. vi os teus joelhos querem ceder... a água mantém-se, na temperatura e roído certos, as nossas respirações encontram-se afogueadas e os nossos corpos respondem ao estímulo mais primitivo e apetecível que há, a foda, o orgasmo, o sexo.
que dia!...


quinta-feira, 31 de março de 2011

noites de primavera

a noite é de primavera. escura. sem estrelas nem lua. o ar fresco que se sente na pele arrepia os poucos pêlos que ainda habitam no meu corpo. ouvem-se os carros na estrada principal metros acima. os grilos encantam no seu cri-cri de cortesia. há no ar um aroma ás azedas, aquelas florinhas campestres amarelas, embora não saiba da existência de nenhuma. alguém fecha os estores de um dos apartamentos vizinhos com brusquidão e desperta-me da languidez que se infiltra no corpo. nestas noites adoro beijar. a frescura da noite no contraste de uma boca quente é dos meus melhores prazeres. não há palavras entre nós. apenas olhares trocados em silêncios profundos e intensos. eu gostava de te dizer algo mas não sei o quê. e tu também não dizes nada. e ficamos assim... em silêncio. há ainda uma terceira pessoa neste cenário mas não se manifesta, é um espectador tímido mas atento. olho à volta... o frio intensifica-se... o crilar verdejante também... há anos que não vejo pirilampos... tu sorris. e ele também. eu coro. quando não sei o que dizer não digo nada de jeito. sinto um novo arrepio e tu abraças-me. sinto o teu corpo tão junto do meu que os meus tremores já não são por culpa da temperatura, pelo menos da da estação. nunca nos tocamos muito. ficamos sempre muito atentas ao olhar de cada uma mas falamos de coisas muito banais, de poucos pensamentos. eu não sei o que te dizer. gosto de rir. e o ambiente flui bem assim. outro arrepio me percorreu a espinha de tal ordem que correste a abraçar-me. e eu senti a tua respiração tão perto da minha que a minha visão se torvou, a tua boca tocou na minha. e estremeci. uma boca pequenina mas quente. cheia de graça. tomei o sabor do beijo e o aperto dos nossos corpos ao encontro um do outro. corei... pelo calor que sentia na cara só podia ter as
faces enrubescidas. despedi-me. atarantada. desnorteada. queria ficar. queria sair dali e procurar o conforto da minha casa. a chave rodou na fechadura, a porta gingou na pedra mármore e fechei a porta atrás de mim. deitei-me.

talvez sonhe. talvez não.

quarta-feira, 30 de março de 2011

zevro

não sou amante de padrões. não aprecio estampados. não gosto de "tigréces" ou leoas com pintas. nem aprecio todo o tipo de linhas ou em qualquer lado pois se forem rectas são finamente deliciosas num falo bem teso e curvas na silhueta de uma menina bem adornada. 
mas as zebras... as zebras têm um padrão que me fascina demais. as listas no dorso, o trote alternado a dois tons, o balançar da crina em riscas alternadas. branco-preto-branco-preto... uma delícia.
não vestirei, portanto, peça alguma com este padrão - calças,  saias,  vestidos,  blusas,  tops... - as peças de vestuário estampadas aparte de meras ilustrações em t-shirts contam-se pelos dedos quantas tenho: duas! um vestido de verão, tecido de cetim e um sobretudo de inverno, de fazenda traçado mas estas collants, descobertas ao acaso na internet, até que me desafiam a comprá-las no primeiro sítio que as encontrar...
... e depois imaginá-las a desenhar as barrigas da perna, as coxas, a cintura, num toque sedoso e delicado como o primeiro beijo inocente dos amantes inexperientes - o algodão das collants nos meus lábios grandes envergonhados, o meu clitóris atrevido, o meu monte de vénus saliente... ah! que belos coices do entusiasmo de uma bela canzana ou.. será zebrana?!

a propósito:
serão brancas, as zebras, com riscas pretas ou serão pretas com riscas brancas?!

segunda-feira, 28 de março de 2011

TRIBUTUM

DEUSA MÃE TERRA
mulheres... homens... origens e culturas... ciências e religiões... dogmatismos e cepticismos... mentalidades. se noutras eras a mulher quem protagonizava as ideologias ancestrais -  a MÃE TERRA. tempos milenares d.C. tudo mudou drasticamente... demasiadas voltas que  o mundo deu em torno de si mesmo. dias banais nas ditas civilizações desenvolvidas (como a nossa e a maioria, será?). hoje a reportagem da semana da TVI denunciou em voz alta a mutilação genital feminina na religião muçulmana usando esta como desculpa de uma tradição animal, besta e imoral! sim, é um facto, que devemos colocar-nos na sociedade em questão e avaliar as circunstâncias com a realidade deles o que, não deixa de ser tão ou mais importante uma questão de humanidade: muitas das meninas morrem esvaídas em sangue. um mal que nem sei como avaliar... pois as que sobreviverem a maioria nem prazer alcançam, sofrendo dores e incómodo toda a vida sexual para além de nunca conhecer qualquer tipo de prazer. lamento-lhes a tragédia, deslumbra-me a força e a luz que há dentro delas. em casos extremos não é apenas o clitóris que lhes é removido mas sim também os lábios grandes, cortados com uma faca imunda, a sangue frio e ainda cosidas assim, a influbação. após o casamento a noite de núpcias é inesquecível pelo naife da faca a romper a cicatriz e a penetração forçada...
EXEMPLO DE MUTILAÇÃO
estas palavras que aqui ficam não farão muita diferença mas fica o sentimento de compaixão e uma singela homenagem.

segunda-feira, 14 de março de 2011

DIA MUNDIAL DO OVO

a propósito de dias comemorativos nacionais, europeus, internacionais, mundiais... espicaçaram a nossa curiosidade a do dia mundial do ovo. a idéia, segundo consta, partiu da INTERNATIONAL EGG COMISSION  argumentando a perfeição do mesmo  em qualquer refeição além das proteínas, nutrientes, vitaminas,  minerais e 11% de gordura  vegetal   que     são    consistentes.
deve comer-se um ovo por dia, só faz é bem! como não encontrámos uma data oficial é certo que seja qualquer dia que a gente queira!

quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

preparos

a água corre do chuveiro, já se nota o vapor quente no ar... a menina alça uma perna depois outra, tira o elástico do cabelo e agita o cabelo, fecha as portas.  a  água está bem  quente assim como ela gosta. aperta a esponja docemente deixando a espuma contornar as curvas do seu corpo tanto tempo quanto queira demorar-se. e sorri. esfrega o pescoço de um lado ao outro... desce pele abaixo, contornando a curva generosa das suas mamas e perde-se no ventre, na cintura, entre as pernas. a água que corre escorre toda a espuma e a torneira é desligada. abriu a esponja, acrescentou mais um pouco de gel duche, cheiro de amoras e bagos de romã e espalha nas pernas. tem encontro marcado para as nove. não se pode atrasar. não pode ir de qualquer maneira. pega na gilete e desliza-a em movimento ascendente como a maioria das melhores coisas da vida. uma passagem após outra e o aroma do gel confunde-se na suavidade das suas pernas. passa a mão tão devagar que a sua mente não resistiu em transportá-la para outro momento - aquele em que a sua mão se transforma na dele e ela a sobe enquanto o seu clitóris espreita debaixo do monte de vénus, com o capuz vermelho bem posto, ele adivinha onde tocar e ela pressiona, desenha um semi-círculo, ela deixa soltar um gemido intencional e entusiasta, ele avança território. os outros dedos fazem uma festa delicada aos lábios grossos, o cuzinho também é acariciado. ela não deixa nada ao acaso, ele sabe do que ela gosta. há um arrepio que lhe percorre a espinha, um calor que se instala e tende a subir, é uma fusão deliciosa de temperaturas, ela sente-se esvair... fecha os olhos, morde os lábios e sorri. a pressão aumenta na sua roseta a florescer, coram-se as maçãs do rosto e a respiração interrompe-se. ele aperta com ela e ela vem-se!

levanta-se aos poucos, agarrada à beira da banheira, roda a torneira e deixa-se ficar naquela dormência, sente-se descomprimida, bem fodida como gosta, desejosa de um bónus mas para já há que acabar o duche. à saída enrola-se na toalha, espalha o óleo e veste o vestido de algodão sobre a pele. está pronta. e radiante.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fodas Quase "MORTAIS"!

São aquelas em que estás em posição de submisso.
Se falhas, ela "mata-te"!
Se não cumpres, "morres" de frustração!
Mas sabes que a culpa é tua, provocaste!
Sentes ela a puxar por ti, a querer cada vez mais a exigir de ti, o teu coração disparar o desejo dela sobe sem parar, vais "morrer".
Quando no fim, ela cai a teu lado, suada, com os joelhos trémulos, ofegante, sem se conseguir levantar da cama e te diz,  - tu assim matas-me!
Aí sim, sentes o alívio de dever cumprido, sabes que estás á altura.
Estão os dois extasiados, satisfeitos, sabem que estão perfeitos um para o outro.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

putos!

o puto não tinha mais que era dezassete anos quando, naquela tarde se juntou a mim a trabalhar. na serralharia, no meio do pó e das limalhas do berbequim, o quim - para os amigos, era um puto que tinha a mania.
" - então e esse fim de semana?" perguntei-lhe.
" - foi bué da fixe pah!"
" - ah... então?"
" - e... mano fomos à terrinha ali abaixo hã?! havia lá festa hã?! bebemos umas min's... cheguei a casa meu.. pr'aí às sete da manhã completamente podre, meu!..."
" - ah... divertiste-te muito então..."
" - yah, yah bué meu!!"
" - humm... e gajas?"
" - epah gajas, gajas... elas andavam por lá mas 'tavam a fazer-se de esquisitas! que se fodam!"
" - oh pah tu 'tá mas é calado! as gajas da tua idade querem gajos da minha! vocês à meia noite já 'tão com a moca e elas querem é disto aqui em baixo! vocês agarram-se às minis e ao charrinho... ficam a dar na palhinha e depois o resto..."

alchemy


imagem retirada daqui

As cores, os cheiros, os sons… que mundo inigualável… que alquimia… que sorte a das bruxas! Os segredos, as mesinhas… sentia-se desvairado, o mais notável nobre do reinado, um galã pomposo, homem honrado e inteligente, de famílias abastadas, tinha tudo quanto queria quando queria. Só não esperava ser inebriado pelo desconhecido
À sua frente, a mais bela dama, razão do seu descompasso, da sua desorientação. Admirava, ao longe, aquela mulher pujante, fatal: os cabelos cor de cobre, a pele clara que nem os nenúfares dos lagos selvagens, os olhos verdes… sentia o seu domínio sobre ele…

Sobre a mesa, um festival de cores e sabores, digno de uma festa da corte em honra de sua majestade, El-rei.
Alguém a seu lado metia conversa sobre as últimas novidades d’além mar mas o seu olhar procurava os lábios carnudos dela; a sua atenção estava focada nas mamas dela; as palavras… não articulava uma sílaba só que fosse pois estava demasiado obcecado com aquele corpo que imaginava rebolar-se entre as frutas e a carne rasgada a dentes; as coxas do melhor ganso, as dela por baixo do saiote, do cálice o vinho tinto que bebia sabia-lhe à doçura da sua cona húmida e molhada, ao longe, a sua gargalhada soou-lhe, no seu devaneio, a um guincho de orgasmo, que o despertou para a realidade naquela sala ornada a ouro e argila. Não se tinha vindo, não lhe tinha saciado a sede. Ria-se apenas. Apenas se ria. Desviava o olhar do vinho e olhava para as frutas mas as fantasias perseguiam-no. Via nos bagos das uvas tintas os mamilos rosados quase espetados que saltavam do decote apertado do vestido. Os seios… ah os seios tão semelhantes às meloas onde repousavam os cachos… que doces deviam ser…
Levantou-se, ajeitou os tomates e o pénis que ocupava mais espaço no fundilho das calças e caminhou até à mesa das frutas onde agarrou numa manga madura e a chupou com tanta vagareza quanto o seu desejo de receber daquela boca um fellatio soberbo. Ela aproximou-se dele agarrou num limão e sussurrou-lhe ao ouvido entre as chupadas: “ - Gostais de um sabor agridoce nobre cavalheiro?” sorriu-lhe mas não respondera e a dama acrescentou: “... no ponto alto da lua cheia há no jardim a árvore do fruto proibído de sabor amargo que se torna doce.” Queria fodê-la ali mesmo satisfazendo o desejo animal que lhe fervia nas veias mas aguardou a chegada da lua.
Quando a viu não esperou um minuto que fosse, agarrou-lhe os cabelos longos e penetrou-a de uma vez só sem dó nem piedade; deitou-a ao chão e deu-lhe a melhor cunnilingus de sempre e ela veio-se para ele sem grandes demoras também. Ela chupou-o até ele se vir; ela também se veio com ele e no fim.  Quando a aurora já anunciava a chegada foderam como nunca antes, vieram em simultâneo e foram-se embora sem trocar olhares nem votos ou desejos ou promessas que fosse. Mas a cada lua que chegava a àrvore abafava os gritos de prazer dele e dela e pela manhã as poças eram orvalho puro.

tangas!

horas antes a namorada oferecera-lhe uma tanga. ele olhou para ela, torceu o nariz, levantou o sobrolho e ela sorriu-lhe com ar de quem pedincha. fez-lhe a vontade. experimentou. vestiu. e ficou.

horas depois...
" - tás com um andar esquisito pah!", disse-lhe um amigo
" - é o andar da tanga!"

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

22:30h

queres desmarcar?
não!


não fosse o céu estar coberto de nuvens seria uma das minhas noites preferidas - sempre admirei as noites de lua cheia e céu estrelado. é um luar diferente e isso torna uma noite especial, única!
à medida que nos aproximávamos da hora e, por conseguinte do local, um frio na barriga ia crescendo. ia imaginando-a. imaginando-o a ele também. quando senti a mão dela no meu corpo, mesmo ao de leve, senti-me corar e achei graça. sorri-lhe. não sei se terá percebido alguma coisa. saímos dali, demasiada gente! e a noite, ainda que fresca, passou por nós apressada; só o cansaço nos derrotou depois de um dia árduo e uma ansiedade incansável. viemos para casa, adormecemos juntos... dormimos?!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

5sentidos

esta tarde vou à mercearia ali em frente. vou às compras. gosto do cheiro das mercearias, do sorriso simpático dos velhotes. é o tipo de tratamento para uma pessoa discreta como eu que tem muito a esconder. gosto muito de dar o meu sorriso de menina simpática a toda a gente sem, no entanto, dar coisa alguma a entender nem nunca ninguem saber coisa que seja da minha parte.
esta tarde vou às compras. vou, aparentemente, às compras aparentemente banais. fruta. em míuda adorava misturar o salgado com o doce. e cortava rodelas de laranja salpicadas de açúcar o sal dos amendoins e dos cajus fazia companhia! o frio do frigorífico tratava de diluir o açúcar e o sal. que arrepio guloso! e fui experimentando outras peças de fruta como as maçãs, as cerejas... hoje como mulher que sou  quero experimentá-las noutro sítio, noutro sabor!
quero que seja ele a cortar-me a fruta com esmero cuidado e delicadeza.
quero tomar o sabor dessa peça aravés dos lábios dele sempre em temperatura tão apelativa.
quero sentir o cheiro delas. a fruta da minha fruta. ter uma deliciosa salada de fruta em mim mesma, deitada no chão frio de mosaico cor de salmão da sala nova, ainda por estrear devidamente.
quero morder pedacinhos de fruta. atiçar os meus sentidos. apurá-los. misturar sabores. porque gosto de um bom sabor agri-doce. e quiçá! algo mais... apelativo que a fruta. cada peça é única, merece toda a atenção e tempo. uma banana não se descobre de qualquer forma! tem de se ouvir aquele estalido da casca para despertar a audição. a uva também não tem o seu encanto sem a ponta da faca desfiá-la suavemente e a visão perder-se nas cores e nos movimentos. o limão, que apesar de azedo e forte, é uma delícia a momentos de choque e o aroma é excepcional enquanto o abacaxi deve ser cortado a 45º de inclinação e com a rama que além do efeito magnífico que exibe ainda tem uma textura deliciosa pelos filamentos com que é composto ou a laranja que deve apenas ser cortada em torno de si para momentos de romantismo pois é muito mais excitante vê-la ser cortada na vertical pelo naife saído daquele cabo grosso de madeira a passar separando a casca dos gomos e daí jorrar o sumo adocicado da fruta, um belo despertar matinal. mas para despertares matinais há outras frutas muito mais apetecíveis que qualquer uma destas... pela manhã gosto de tomar o sabor que há nele! subir um pouco os estores e acordá-lo devarinho com toques suaves dos meus lábios na glande adormecida, despertá-la a ela aos poucos, com meiguice, com provocação como o sabor de uma toranja! que respinga ao primeiro aperto como uma cereja madurinha, negra de doçura, desejo e pecado!
imagem retirada daqui
esta tarde vou à mercearia, bem podia ser uma capuchinho vermelha noutro tom de capuz qualquer, que me abriga desta borriceira que cai ao final do dia. e ele bem podia ser um desses lobos com garras tão afiadas quanto os espigos das castanhas em pleno outono e me deixasse uma marca no corpo nesta noite fria de lua cheia. vou comprar fruta. preparar  uma  ceia  à base  de  frutose!  e  esperar a  visita  de  um  qualquer lobisomem!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

noites frescas

a curiosidade matou o gato, diria, mas a verdade é que foi a língua que ficou presa onde não devia... naquele muco de cio gritante, no eco ronronante de gata assanhada na outra ponta da rua de calçada fria, escura, iluminada pelos raios de lua cheia que escapa das esquinas.
vesti as calças de ganga justas, a camisa de seda sobre a pele desenhando a renda do soutien fios abaixo. por um fio estava a minha sede de ti naquela noite fresca de fevereiro que antecede à lua cheia. os entendidos dizem que as mulheres ficam mais activas com a chegada da lua cheia eu, confesso, sou uma sombra perfeita de desejo insaciável! gosto da luz que incide nos corpos e os vidros embaciados do calor ofegante do carro abafando os gemidos fininhos que vêm do mais fundo do ventre...
olhei-te ao longe, admirei a tua figura, o porte de homem feito, as curvas maliciosamente desenhadas, o ar fresco adivinhava o perfume escolhido. lancei-te um olhar de desafio, um interesse-desinteressado. passei por ti. encarei os teus olhos. como a fera que enamora a sua presa, lhe estimula o fasquio, provoca um arrepio em todo o comprimento da espinha. mudaste de posição. virei na esquina seguinte. senti-te seguir-me e soltei uma gargalhada ecoada nas ruelas abandonadas de gente altas horas da noite. a presa ousou atiçar a fera. agarraste-me, o meu corpo rodou meia-volta e chocou contra o teu. beijaste-me com tesão, senti-te endurecer. cedi a impaciência da minha respiração junto ao teu ouvido quando me puxaste o cabelo e me abocanhaste o pescoço. gemi. e fugi. sabia que virias atrás de mim.
entrámos no carro. a noite estava fria, sabia bem um ar um pouco mais acolhedor, morno. sou uma gata mimosa. percorremos uns quilómetros. parei o carro em qualquer sítio. estavas sôfrego do meu corpo!
dispus as minhas pernas em torno da tua cintura como uma felina que caça bem a sua presa. não te dei escapatória. sorriste. sabes que gosto de tomar posse daquilo que é meu. a gata mimosa também tem garras, belas, lindas, compridas, e afiadas. destemidas. roçá-las na tua pele morena; pressionar ligeiramente e ouvir-te um gemido que se avizinha. toca-lhe! ordeno-te. ma não deixo. desabotou-te as calças, deslizo o fecho eclair e saco o teu pau tão bem feito que ele é. agarro com a mão e bato com ele ao de leve na cuequinha fio dental que joga ao toque e foge com os meus lábios, o meu clitóris, o meu monte de vénus... deslizo pelas tuas pernas encaixando-me entre as mesmas e o pouco espaço existente entre o porta-luvas e os teus joelhos. eu... eu estou de joelhos com as minhas mamas contra os teus joelhos. resolvo abocanhar-te o falo tão excitado, tão grosso, tão sedento, molhado. que tesão foi esse?! vieste-te aos primeiros toques dos meus lábios, da minha boca quente, da minha saliva a deslizar por ti abaixo, boiando nas bolas...

mas não acabou. agora é a minha vez de ronronar até miar!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

rapidinha 06

"previsão do tempo para hoje:
forte beijos e abraços, há possibilidades de mamadas ou linguados nas zonas baixas do interior acompanhado de tesão. Pode haver também um tremor de cama devido a fodas intensas com trovoadas de gritos e gemidos de prazer... e ainda chuvas de suor e esperma! que tempestade!!!"


via sms*

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

rapidinha 04

A esfera pode ser definida como "um sólido geométrico formado pelo conjunto pontos contidos num espaço P e C (centro), em que a distância do centro ao ponto P seja menor ou igual ao raio dessa esfera, ou semelhante ao ponto C . A esfera também pode ser vista como um sólido de revolução, obtido pela rotação completa de um semicírculo em torno do eixo que contém um diâmetro..."


eu nasci esfera.
e existem as pessoas quadradas.

rapidinha 03

em geometria descritiva estudam-se as linhas e os planos traçados no espaço! a cada linha dá-se uma letra como nome e à sua projecção real no espaço acresecenta-se um símbolo.

a linha mais usada era chamada de letra P que viria a transformar-se em plano ficando com o nome P' que foi quando descobri também a VG ( verdadeira grandeza). estaria a referir-se, exactamente, a quê o professor?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

shāh māt

no axadrezado da colcha descaída sobre a cama, as pontas desalinhadas não permitem a visualização correcta das simetrias certas, rectas muito embora bem erecto esteja o teu falo, tão impunente quanto el-Rei no seu trono, mandatário das suas rotas, dos seus destinos, a torto e a direito e, natural há-de ser, a um passo por vez. o corpo, da mais bela Rainha de todo o reino cujo valor não é disputado senão entre outras cousas de damas... soy mui admirada pelo Bispo, que não corre nem além nem aquém longe das suas linhas ideológicas, e ambicionada pelas arestas afiadas das ameias de uma Torre donde alcanço grandes vales e montes que os anseio tocar a galope do Cavalo, de cabelo ao vento,  pulando a cerca, em graça... oh meu Rei... se vós soubésseis!... quão magnífico é o desígnio de um Peão, em mim em si, nos seus braços de músculos perfeitos dessa inchada que me deixa! faz-me saber de cor as notas da flautina do nosso bobo da corte e em seguida provoca-me grandes calores desconhecidos arrefecidos no chapininhar da borda do ribeiro e leva-me em tentação a joguitos doutras formas que não a tradicional que vós sabeis de trás para a frente, intervalando numas diagonais de longe a longe, no xadrez desalinhado desta cama burguesa.
faz-me pedir-lhe, suplicar-lhe!, que joguemos às cegas um blizt demorado num tom muito duvidoso, confesso, mas o desejo que me arde por dentro dessa curiosidade pelo novo, e o Bispo bem o conhece junto às paredes dessa Torre tão bem inclinada, é muito maior que a obediência às regras, e jogos, como bem sabeis, são tão furtivos e viris quanto as jogadas dum tabuleiro! joguemos todos ou jogai sozinho? ...

shāh māt meu Rei!


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

punica granatum

passion fruit... não devia ser, em terras lusitanas, maracujá embora tenha um sabor agri-doce que faz lembrar a tua cona: linda e rosada como a fruta, tentadora como o seu sabor mas...
... a fruta que eu desejo ter dispersa na minha pele tão nívea quanto a neve das terras altas, é a romã que ecoa nos monossílabos dos meus orgasmos. essa sim, é a minha passion fruit: de cor afogueada como os meus lábios quando os beijas, fugidia como o meu arrepio de prazer, saborosa e sumarenta como a minha deliciosa humidade que me convida ao toque, ao gemido, à contracção, ao orgasmo final interminável! aquele calafrio corrido de cima abaixo, e as gotículas de suor aumentam deslizando rapidamente pelo meu pescoço, retídas na minha clavícula.
arranquei a coroa do resto da fruta e passeei-a na minha pele macia do creme, arrepiando-me. senti todos os pelitos eriçarem-se e as minhas pernas entreabrirem-se. mordi os meus lábios enquanto chegava à parte detrás da minha orelha.  deixei que a minha língua molhasse os meus lábios por instantes.  uma das pontas levantadas do rasgão que separara a coroa agarraste-a pelos dentes e as minhas unhas fincaram a casca, aumentou o rasgão e o meu sorriso sabido desenhou-se, adivinho ao que se avizinhava. com extremo cuidado depositas semente a semente sobre o meu corpo, nu e ebúrneo, na cama coberta a lençóis de linho cor champanhe. não me mexo. junto a ti há flutes com o frizante a borbulhar. as gotas geladas caíam sobre mim contrastando o gelo da bebida com o calor do toque dos teus lábios a cada beijo deixado, aparentemente, ao acaso. soltei gemidos de prazer. que sensação... que mimo! muitas mais sementes deixaste soltas no meu peito, mais abaixo algumas enfiaram-se no meu umbigo tingindo-me enquanto outras correram à minha zona erógena. sorris maliciosamente com a tua mão sobre aquele espectáculo de cor. estou belamente depilada e assim deitada as minhas mamas tão delicadamente dispostas, ficam mesmo a jeito dos seus bicos serem mordidos com meiguice e lambidos de seguida por ti! e como quero! prova!, disseste. e abocanhaste umas quantas sementes e dando-me a provar o sabor de cada uma, uma a uma... demo... rada... mente... que delícia! que desejo! que tesão! quero-te! em gesto suplicante de mais e muito mais provoco-te passando a ponta da língua pelo meu lábio superior e recebo um beijo terno. temos todo o tempo do mundo...

na na na na ...




Cause I may be bad,
but I'm perfectly good at it
Sex in the air, I don't care,
I love the smell of it
Sticks and stones may break my bones
But chains and whips excite me




*fica a promessa do video original

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

caprichos

amor... vem p'ra cama... vem comigo... vem fazer amor, digo-lhe em tom doce mal sabe ele... desfiz a cama, despi peça a peça e enfiei-me na cama com o meu brinquedo novo. fechei os olhos. brinquei com ele por baixo do meu capuchinho enrubescido. lambusei os meus dedos e fiz uma festa à minha... menina atrevida! desenhei um semi-circulo e recuei, fiz pressão e investi adiante.  quando entraste na cama já estava mais do que húmida começava a sentir aproximar-se um orgasmo daqueles quando tomaste na tua boca a minha mama tão a jeito. mais umas lambidelas e vim-me num orgasmo violentíssimo ecoado pelos meus gemidos e simultaneamente abafado pelos lençóis que me enlaçam o corpo. sem fôlego, suada, cor escarlate no corpo todo, em transe, nem dei pelos beijos dele no meu sexo excitado. recuperei. desci até à tua boca carnuda. tomei-te nos meus braços. beijei-te. e sabe-se lá como tive força quanto bastasse para ficar em cima de ti. um beijo n pescoço bem demorado... um beijo mais abaixo na tua auréola rosada e de bico espetado da tua mama envergonhada pelos cabelos do peito e uma dentadinha inocente (ou nem tanto!) uma lambidela contínua nas tuas costelas até zonas mais a sul... passo a minha mão direita levemente pelo teu escroto, arrepiando-te os poucos pêlos que te correm o corpo, porque a meu pedido, esse belo monte herculano é uma vasta terra lisa e suave como as praias da nossa zona. uma suavidade entranhante que não se esquece facilmente. beijei-te a glande tão ao de leve e soltaste um suspiro que me agradou imenso... desci um bocadinho mais, achei que te agraderia. a minha mão, tão marota, apertou-te os testículos e engoli o teu pau feito tão teso, tão grosso, tão doce esse líquido que te jorra aos poucos. quero mais! esfreguei com meiguice a bolsa que te esconde essas tuas bolinhas e com o dedo médio provoquei-te um arrepio na espinha ao deslizá-lo no teu anus uma vez e outra vez e outras mais que vieram. a minha mão, inquieta fazia movimentos de vai-vem com o teu pénis cada vez mais grosso no meu toque. peço-te que te ires de barriga para baixo e assim fazes, meu menino obediente... ficas de quatro, apoiado nos joelhos e, para começo, ficas também apoiado nas mãos, que depressa perderás a força, tenho a certeza. com a língua tomo-te o sabor agri-doce que o teu corpo tem, teimo em excitar-te com a ponta da minha língua a saltitar de um lado par o outro. tomo rumo a norte, por que para mim o norte é sempre em frente, desco até aos teus testículos, demoradamente ensopo-te da saliva que há na minha boca; esse calor do teu corpo excita-me tanto! se tu soubesses. vou buscar o brinquedo, sem que dês por ele. enquanto a minha outra mão sempre se manteve mais ou menos ocupada com esse falo tão... herculano, a outra, generosa com o lubrificante vai enfiando no teu cuzinho o brinquedo da menina. espero que gostes... sussurro-te enquanto solto um sopro morno nas tuas costas. e vieste-te!... que delícia de orgasmo, este teu... deitaste-te, sorriste para mim. e eu adorei! adorei que tivesses cedido aos meus caprichos!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

momentus

Azulejo Arte Nova da fábrica inglesa Minton Hollins & Co.
Finais do século XIX, inícios do século XX.

alguém me contemplava  do outro canto da sala, sentia que sim. mas frustava-me a incapacidade de corresponder. a coragem de ver quem seria. sentia um arrepio profundo na espinha sempre que a idéia me tomava de assalto o coração. pois cada vez que fechava os olhos sentia as tuas mãos nas minhas costelas, abraçando-me, contornando-me o ventre. enquanto a tua boca desvendava o meu pescoço... mas o beijo não era teu. era do meu namorado que me rondava fazia séculos, já a  minha mente vagueava à milénios. "vou à casa de banho". virei costas. e empurrei a porta. lindo aquele espaço. coberta de azulejos, a sua maioria  portugueses, as fainaças brancas do esmalte, o espelho barroco. muito eclética, pensei. entraste atrás de mim e tiraste da minha carteira o baton. vi-te a delinear os lábios numa tal perfeição quanto a do pasteleiro ao moldar o creme chantilly sobre a massa de pão-de-ló, tão sem graça. já tu... minha querida... podias chamar-te Graça que o nome te cairia que nem uma luva. a calça de ganga justa fazia jus às tuas nádegas e naquele meu interesse súbito tremi. desejei agarrar-te ali. puxar-te para mim e beijar-te esses lábios cor rubi. apalpar-te. sentir-te nos meus braços. do espelho viste-me corar e sorriste-me no reflexo. "olá!" e fui encostada à parede; os nossos seios roçaram-se entre si, senti o teu perfume de perto, e sustive a respiração. beijaste-me o pescoço, e depois acima da orelha, a maçã do rosto e a minha boca procurou a tua. pele suave aa tua... entreabri um pouco mais os meus lábios, nunca desviando o meu olhar do teu ou da tua boca. tocaram ao de leve. pousaste um beijo no canto e saíste porta fora. não voltei a ver-te...

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

uma noite diferente

marcação às catorze horas. unhas arranjadas e pintadas. pronta para um delicioso banho. cheguei a casa, tomei o meu banho, sempre bem quente, de chuveiro. a água deslizava rapidamente na pele tão suave do gel duche, a pele depilada, delicada, branquela! é para ser uma noite especial. sou uma menina caprichosa e quero hoje qualquer coisa de diferente. tenho as pernas suaves como a seda, a cona desnuda, o rabo tão lisinho prontinho ao toque. as axilas cheirosas do creme. vesti o body novo, que é rendado a dois tons, o vermelho da paixão, a púrpura da provocação. é de fio dental, sem costas, em V como o meu ventre. uma flor aqui, outra ali. vesti as calças novas compradas por estes dias, uma camisa branca, os sapatos de salto alto. sombra. rimel. baton. blush. espuma no cabelo e um sopro do secador. o perfume bem no meio das mamas puxado ligeiramente ao pescoço. casaco e chave na ignição. cafésinho.
esta noite vou beijar-te. vou mimar-te.
chegámos a casa cedo. a noite está fria e eu não quero que seja o frio a ter o privilégio de arrepiar os meus mamilos tão delicados. ajudo-te a despir enquanto beijo a pele morena, os bícepes do trabalho árduo. desço à tua barriga. beijo o teu umbigo. e viro costas. balanço os meus quadris e liguei o rádio. dancei ao som de uma qualquer que tocava na altura e cantarolei.
despi as calças. soltei o cabelo. desabotoei parte da camisa. viste o body mas antes que ousasses tocar-lhe empurrei-te. caiste na cama deliciado com tamanha ousadia. sabes como sou. fixo o olhar em ti. no teu corpo. no teu sexo. no teu olhar. corto-te a respiração hã? e lanço-te um beijo provocador. outro botão, um último botão e a minha camisa escorrega demoradamente pelos meus ombros, brinca comigo na anca. cai no chão, junto aos meus pés. e para tua surpresa apanho o cabelo. vou balançando o meu corpo de um lado para o outro devagar, bem devagar. reparas no meu corpo... pequeno, branco, cheiroso... o perfume aromatiza o ar do quarto e a luz é fraca. em bicos de pés quase tão delicados quanto os bicos das minhas mamas que já se arrebitam aproximo-me de ti e puxo-te os boxers. ponho à mostra o volume que se adivinhava. estás teso. grosso. e molhado. abocanho-te a glande delicadamente e colo-te um beijo como um selo numa carta de amor. um beijo mais abaixo. outro beijo ao fundo do prepúcio e a minha boca quente agarra um dos teus tomates e depois outro como um jogo de pingue-pongue a que tu não resistes. as minhas mãos não param. nunca param! indecisas entre as minhas mamas e os teus tomates, há ainda o buraco anal a que eu não resisto em meter o dedo. o meu dedo lambusado na minha saliva a mimar-te o cuzinho enquanto a boca sobe e desce nesse teu falo cada vez mais enrubescido, mais grosso, mais teso. estás doido para me tomar nos braços. mas esta noite não. esta noite é para mim. dou meia volta. solto o cabelo, num movimento só, o solto. e salto-te em cima! roço-me em ti. devagar, ao sabor da música que toca na rádio. esfrego a minha cona no teu sexo tão gostoso... que prazer agora um orgasmo violento dos meus a deslizar no teu sexo suave e depilado e teso! mas não te dou esse gosto. deito-me ao teu lado na cama. e abro o body que por esta hora está mais do que molhado devido à zona onde se abre... e passeio os meus dedos pelos meus grandes e pequenos lábios, da minha zona erógena que me satisfaz de uma forma... orgásmica! toco-me. toco-me pelo meu prarzer e pelo teu de me veres assim... descomposta, descomprometida, entregue aos prazeres carnais. ousas beijar-me a mama mas não me tocas. segredas-me ao ouvido: "dá-me um orgasmo dos teus..." e lá me enfio a desvendar os mistérios do meu monte de vénus e deixo-me ir na enxurrada que brota do mais fundo que há de mim. grito de prazer. o meu corpo treme de prazer como se fosse assolado por choques elétricos. sabes que não resisto à tua boca quente de volta das minhas mamas. um e depois outro e de pois outro. sinto os teus dedos a puxar-me o body. mereces ser compensado, eu sei. não me esqueço de ti... deixo-te despir-me... completamente molhada... encharcada... sem forças...  nem resisto. deixo-me ir  ao teu belo prazer.  tirado o body, apalpas-me o corpo, lambes-me a cona, beijas-me a púbis. pressionas-me o clitóris. solto um gemido. quero-te dentro de mim e não és de meias medidas. viras-me e fico com o ventre colado ao lençol. inclino a minha anca. abro um pouco mais as minhas pernas. mostro-te o meu sexo em cor escarlate  e o meu cuzinho... tão desejoso de te receber. passas  a tua língua nele. os teus dentes mordem-me as nádegas. deixo sair um ai! e enfia-lo de uma vez! grosso, teso, impaciente. não te aguentas. vens-te dentro do meu cuzinho e eu volto a tocar-me. uma noite cheia dos prazeres da masturbação. volto a vir-me. e abafo os gritos do orgasmo na almofada. as minhas pernas cedem. e adormeço!

balada da neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez... a rapariga -
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma palavra dizia!
Era a timidez que a conduzia
nos rubores na face do carinho
nesse ninho de amor
quente de quem sente...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é vento,
alguém crente é de certeza!

Fui ver. A tua boca caía
no meu corpo arrepiado
do azul cinzento do meu olhar,
branca e leve, branca e fria...
a minha pele ao teu toque
tão delicado!

- Há quanto tempo eu desconhecia!
E que saudades, Deus meu!
É possível sentir saudades
do desconhecido?
Olho-a através da vidraça.
Embrulhada no linho.

Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...
... esse caminho de prazer desconhecido.

Fico assim olhando esses sinais,
pasmada, 
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
essas gentes mal-amadas.

E os nossos corpos nus, pequeninos,
a manta deixa inda vê-los;
primeiro, bem delineados,
depois, em formas comprimidas,
porque não podia erguê-los!...
a eles, os orgasmos!?

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!...
Mas as crianças, Senhor,
Dai-lhes o amor nos passos
da descoberta sem fim!

Léo Azevedo 2006


Porque padecem assim?!...
a pensar mal do proibido
que é deveras bom?
Ergo a voz em fininho -
uma profunda sensação -
entra em mim, fica em mim presa...
 Cede ao meu pedido!!
que tens em ti o dom.


Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.
essa tesão suspensa
da paixão presa,
inocente,
imensa!





____________________
adaptação de Augusto Gil, Luar de Janeiro

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

olhares...

esse olhar que te lancei cheio de segundas e terceiras intenções, cheios de provocações, indecente, sem pudores e que tu não  ligaste nenhuma!  só eu sei o que quis dizer o meu olhar quando vi a tua boca tão perto da minha!... molhei os lábios... corei da pretensão... e tu seguiste o teu caminho todo senhor de ti mesmo. se me tivesses deixado conquistar-te não terias tanto a trabalho a conquistar-me de volta...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ela...





ela deixa-me com água na boca... sonho com ela na minha cama, com a boca dela nas minhas mamas, os orgasmos dela em calda fina e gulosa lambusando os meus lábios... e tomar-lhe o sabor demoradamente, com todo o tempo do mundo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quarto-escuro

"brincamos ao quarto escuro?"
"já não temos dez anos..."
"e daí? muito melhor agora!!"

sorriso atrevido, o teu, ao desligar o interruptor. os estores estavam apenas corridos deixando a mínima luz quebrar a escuridão total. ainda levei uns segundos até os meus olhos enxergarem as sombras na penumbra. embora soubesse muito bem o que provava o batom dos meus lábios eram os teus carnudos. sorri e sentiste as maçãs do meu rosto elevarem-se ao desabotoares o primeiro botão da minha camisa. "um botão... dois botões..." e paraste. tapaste os olhos e começaste a contagem: "um... dois... três..." corri a esconder-me atrás do cortinado de organza vermelho que pouco se distinguia e desabotoei o botão da calça de ganga justa como gostas que eu use por que me salienta bem as nádegas e a forma de mexer a anca quando vou na rua. via-te aproximar do armário e deixei escapar um risinho de piada, lançaste-me a mão e agarraste-me a mama de bom tamanho mimada pelo soutien push-up. soltaste um ah! de vitória e eu esgueirei-me sem te dar tempo para reagires. 
quando menos espero já me embrulhaste no cortinado e desabotoas-me outro botão da camisa. e outro e colas ao pescoço um beijo demorado que arrepia todos os poucos pêlos do meu corpo! soltaste-me e recomecei a contagem "um... dois... três..." fugiste. fui encontrar-te descaradamente à mão de semear em cima da cama e sem grandes cortesias tirei-te o cinto que pouco estava a fazer já que nem as calças segurava. subi para cima de ti. e balancei a minha anca sobre a tua, sentindo-te a crescer. levantei a t-shirt... desfilei a ponta da língua do teu umbigo até aos mamilos onde me demorei gulosamente. senti o teu volume a tocar no meu monte de vénus. despi-te a parte de cima e ficaste à mercê da minha vontade. e mordi-te, beijei-te, chupei-te, fiz com que soltasses um gemido. adoro ouvir-te gemer. como me excita! como me dá prazer! seres tu tão homem e gemeres nos meus braços desde um simples beijo no pescoço até ao demorado broche que adoro fazer-te. não me esqueço, nunca, daquela noite de verão, em que te fiz suar! mas és homem! impaciente de feitio viraste-me na cama. e recebi-te bem no meio das minhas virtudes! por que sabes... não há melhor forma de receber-te senão for assim... toda aberta... tão aberta... e tira-me as calças por favor! deixa-me senti-lo enquanto nos roçamos, nos provocamos... por favor!
és tão pouco obediente! fazes-me sofrer até à exaustão! agarras-me nos dois braços com força e beijas-me o pescoço! chupa-lo com tal vigor e sede que mo deixas marcado de certeza! "não faz mal! é o quarto-escuro! nunca se vê nada!!" atrevido o menino hã?! e como sou fraca! que gemo logo ao primeiro toque, como me sinto quente ao ponto de me querer despir, que me tires as calças, o soutien, desvies a cuequinha para o lado e me fodas assim de uma vez por que, sabes, sou impaciente e insatisfeita, quero sempre tudo e mais que haja!! um beijo aqui, um beijo ali; uma mamada e  ficas de joelhos. eu subo até ti, passo as minhas mãos no teu tronco e mordo-te as costelas. desabotoas as calças e sem que dê conta fazes-me cair ao puxar as minhas pelos pés. solto uma gargalhada. e pões-te nu para mim. desabotou os botões restantes da minha camisa e deixo-a deslizar no meu ombro que abocanhas... a cama, já do avesso, promete versos e rimas aos gemidos e aos fôlegos que um bom vai-vem produz. deito-me na cama a admirar-te os gestos na luz difusa que se esgueira; vejo-te de pau feito com a glande luzidia... e toco-me... os meus bicos erupcionam firmes e as minhas rosetas mais serão escarlate que a cor da minha cona quente e húmida, que eu sei! - tu queres lamber e mordiscar! e eu quero sentir a tua língua toda em torno da minha vulva! vem esconder a pontinha dela no meu capuchinho! mas tu fazes melhor: pões-te a jeito de forma a que eu veja o que fazes à luz. e tu tocas-te... como é delicoso perceber que perdes a força das tuas pernas ao bateres a tua punheta à minha frente comigo tão disposta a receber-te!... de boca aberta, de pernas abertas... as minhas unhas, tão bonitas e delicadas da manicure, arranham-te as nádegas e aproximo-me de ti rebolando, rebolando até ficar de ventre contra a colcha descomposta para que vejas o escarlate da minha cona e o meu cuzinho mimados pelos meus dedos e a fisga do fio dental púrpura... "consegues ver?... como estou molhada... excitada... como está inchado o meu clitóris de tesão? e o meu cuzinho? gostas? assim... bem à mostra para ti?" ... "não! mas consigo tocar-te!" e nisto apalpaste-me a vulva e o monte de vénus inteirinho enquanto enfiaste dois dedos dentro da vagina fazendo-me gemer tal a ânsia! e tocou-me! a glande a entrar-me no cuzinho, bem molhadinha dessa primeira erecção de desejo, com todo o prepúcioo bem recuado e bem devagar para que todos os meus gemidos que quisesses soltos todos fossem de prazer e nunca de dor... a chapada de mão bem aberta, essa mão de homem feito estalou com tal força na nádega que a excitação do momento engoliu-o de uma vez! o meu sexo ainda mais desperto daquela ociosidade sexual verteu os seus líquidos e não deu para aguentar. fui dançando ao sabor daquela foda do som da tua anca contra a minha e as molas do colçhão que me amparavam as investidas. as tuas mãos percorreram-me as mamas enquanto eu me tocava e me tocava e gemia e... não aguentámos mais. acelarámos o ritmo e vim-me e vieste-te. um orgasmo em conjunto. os corpos denunciados pela luz pobre que surgia dos buracos dos estores do quarto estavam ofegantes e suados quentes e esgotados da queca dada a brincar ao quarto-escuro!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

orgasmos

saímos da estrada  e enfiámos o carro num recanto escondido pelas caniças que denunciavam o mar e a brisa que as embalavam perfumava o ar de maresia. passámos ao banco detrás. sem o travão de mão a chatear nem a manete das mudanças a estorvar podia ir para o teu colo facilmente ou, se assim preferisse, deixar-me ficar debaixo de ti para te sentir de outra forma. senti-lo a crescer vigorosamente e ficar, como dizes, "com muita falta de espaço." temos de resolver isso. gosto tremendamente de te apertar ainda sem o fecho corrido. só depois puxo as calças. o coração bate sempre descompassado tanto pelo flagrante quanto a tesão que fervilha em mim. é sempre tão excitante o toque das minhas mãos geladas no teu sexo quente e teso. faz-te soltar um suspiro e eu rio-me da partida. "toca-te para mim", pediste. toquei. beijei-te a boca e convidei-te a brincar comigo. gostas de brincar, tu, mas ficaste a ver. brincaste contigo sozinho à minha frente. parecíamos dois garotinhos a brincar aos papás. fechei os olhos e escorreguei no banco. aqueles movimentos circulares ao de leve no clitóris era do melhor que podia haver naquele momento.
senti a minha mama ser abocanhada ao de leve e como quente é a tua boca. só a queria sentir mais abaixo onde estou cada vez mais húmida e sinto-me a arder, desejosa de ser penetrada de uma vez. tenho uma fome insaciável e ali, de qualquer maneira, era o que eu mais queria era que me domasses, me batesses com força nas nádegas e só eu fosse a tua puta! te viesses dentro de mim sem dó nem piedade e me fizesses gritar outra vez. por que os meus orgasmos nunca são discretos. sou um animal cheio de desejo, esfomeado, esganado, vazio de pudores. mas não. tu não fazes nada a não ser mamar na minha mama tesa do prazer, sentindo no nariz o bate-bate do meu coração. quando páras beijas-me a outra ou sobes até ao pescoço, à minha orelha e morde-la. e os meus gemidos que são cada vez mais prolongados são também mais sôfregos por que sinto o teu sexo duro junto das minhas virilhas e não o posso enfiar de uma vez. os corpos estão suados, o calor do verão não perdoa e a tensão sobe. a brisa treme lá fora. mas dentro do carro, apostava, que o termómetro estalou. o verniz das minhas unhas estalou! já não quero saber do teu corpo. quero-me vir ali mesmo, assim mesmo, meia de lado com um joelho contra as costas do banco do pendura e a outra perna deitada junto ao estofo. vês o meu sexo. mostro-to rosadinho como o meu cuzinho a quem fazes uma festa deliciosa com o dedo anelar e é o ponto alto do meu orgasmo. solto um grito de prazer e acelero os meus movimentos, aperto o meu clitóris e vou ao êxtase com tanto prazer. mas não paro. atrás deste vem outro e aquela sensação de estar encharcada provoca-me. excita-me. quero mais. continuo a pressionar e cada vez mais escorro por mim abaixo. a tua boca veio beber do meu leite e eu não consigo deixar de me encolher ao toque da tua língua macia nas minhas virilhas, nos grandes e pequenos lábios, quando me puxas o clitóris com os teus lábios gulosamenbte lambusados é absolutamente divinal! e não controlo mais a minha voz. soltam-se gritos de prazer carnal. a tua perna roça em mim e os orgasmos múltiplos são demais! ao fim de uma eternidade perco a força das minhas pernas, todo o meu corpo é percorrido por um arrepio forte e vens-te agora para mim! as minhas mamas recebem o teu sémen como a água benta benze as óstias. que calor!! cais sobre mim. sussurras-me ao ouvido."és uma mulher linda a vir-te!"